Há 19 anos perdíamos o Campoformosense Rômulo Galvão de Carvalho

Considerado por muitos campoformosenses como um dos maiores homens públicos de nossa cidade, não apenas por aliados, mas também por seus adversários, Rômulo Galvão que nasceu no povoado de Poços, interior de Campo Formoso, no dia 22 de Setembro de 1930, filho de Antônio João de Carvalho e de Djanira Galvão de Carvalho. se destacou também por ser um homem bastante inteligente. Foi estudar em Salvador, na Universidade Federal da Bahia onde se formou em Ciências Jurídicas e Sociais, no ano de 1959, também se tornou Mestre em Administração Publica pela Universidade do Sul da Califórnia, em Los Angeles, EUA, em 1963.

Professor da escola de administração e da faculdade de direito, além de chefe de gabinete da reitoria, do departamento social e da divisão de pesquisas administrativas da UFBA, entre 1967 e 1968, nesse mesmo período lecionou também na faculdade de ciências contábeis da Fundação Visconde de Cairu e na faculdade de ciências econômicas da Universidade Católica de Salvador. Em 1971, no primeiro governo de Antônio Carlos Magalhães (1971-1975), assumiu a Secretaria de Educação e Cultura.

No pleito de novembro de 1974 elegeu-se deputado federal na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar instaurado no país em abril de 1964. Tendo tomado posse em fevereiro de 1975, presidiu a Comissão de Educação e Cultura e, na condição de suplente, participou da Comissão de Serviço Público. Reeleito em novembro de 1978, um ano depois, com a extinção do bipartidarismo e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), sucessor da Arena. Nessa legislatura fez parte da comissão parlamentar de inquérito que investigou a situação do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e avaliou a política do governo para sua defesa e conservação. Retomando a presidência da Comissão de Educação e Cultura, atuou como suplente da Comissão de Comunicação.

Em novembro de 1982, na legenda do PDS, conquistou seu terceiro mandato. Ausente da sessão da Câmara que, em 25 de abril de 1984, por falta de 22 votos, não aprovou a emenda Dante de Oliveira – proposta de eleição direta para presidente da República que deixou de ser apreciada pelo Senado –, no Colégio Eleitoral, reunido em 15 de janeiro de 1985, Rômulo Galvão votou no candidato oficial do regime, Paulo Maluf, derrotado pelo oposicionista Tancredo Neves, da Aliança Democrática, uma união do PMDB com a dissidência do Partido Democrático Social (PDS) abrigada na Frente Liberal. Doente, Tancredo Neves não chegou a ser empossado, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. Seu substituto foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde 15 de março.

Rômulo Galvão disputou o quarto mandato em novembro de 1986, mas não conseguiu se eleger. Diante disso, deixou a Câmara dos Deputados ao término da legislatura, em janeiro de 1987. De volta às atividades educacionais, tornou-se professor da Escola de Administração da UFBA e de 1991 a 1993 foi delegado do Ministério da Educação na Bahia. Presidente do Conselho Estadual de Educação no biênio 1993-1994, no pleito de outubro de 1998 candidatou-se a uma cadeira na Assembléia Legislativa da Bahia  na legenda do Partido da Frente Liberal (PFL), mas não conseguiu se eleger. Foi diretor do Instituto do Cacau, membro da Associação Brasileira de Técnicos de Administração e funcionário do Banco do Brasil.

Casou-se com Eliana Vieira Lima Galvão, com quem teve três filhos, sendo um deles Paulo Roberto Galvão de Carvalho, que é um dos procuradores da Operação Lava Jato.

No dia 15 de setembro de 1998, Rômulo Galvão estava vindo de Salvador-BA, para o aniversario da Rádio Caraíba AM de Senhor do Bonfim (Radio Fundada por Ele), que entrou no ar em 15 de setembro de 1980. Quando por volta das 20 h,  próximo ao Posto de Itatiaia, na região de Capim Grosso. O asfalto novo, sem acostamento e sem sinalização, teria motivado a colisão  entre os dois veículos. As vitimas ainda foram levadas para o hospital de Capim Grosso-BA, e logo e seguida Romulo Galvão foi transferido pra Salvador, mas não resistiu e faleceu no deslocamento ao Capital do Estado, dentro da Ambulância próximo a Riachão do Jacuípe-BA.

Ele foi sepultado na Capital Baiana, onde residia.

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