Veja entrevista exclusiva com o “Campoformosense” Rodrigo Ribeiro

Apesar de ter nascido em Sento Sé, Rodrigo Ribeiro se considera Campoformosense de Coração.

Rodrigo Ribeiro Barbosa, um dos mais talentosos músicos de Campo Formoso, chega a um momento especial em sua carreira, o Músico recém formado pela Universidade Católica do Salvador, filho do Cantor Xeleléu (Falecido em 2008), um dos mais queridos e reconhecido artista de nossa terra, Ele nasceu e Sento Sé – Bahia, mas ainda criança foi morar no Rio de Janeiro, aos 10 anos de idade, sua Família se muda para Campo Formoso, local que viveu ate a sua juventude, em 2012 decide ir morar em Salvador, mas antes passou por cidades como Antônio Gonçalves, Senhor do Bonfim, Irecê e Candeias todas na Bahia e ainda com uma pequena passagem por Ouricuri-PE.

Rodrigo tocando com seu pai Xeleleu

Começou sua carreira musical em Campo Formoso, quando passou por diversas bandas da cidade, onde foi Gospel, ao Rock do Bruxelas, passando pelo Pagode dos UzAnittas e SambaKente, tendo outras passagens por algumas outras bandas, até chegar em um dos seus primeiros destaques, que foi na Banda Kiko Salli e Jeanne (Irmãos que formavam uma dupla sertaneja), ate chegar ao Rei da “Sofrência” como é conhecido o Cantor Pablo.

Rodrigo tocando com a banda sertaneja Kiko Salli

Hoje com vôos mais altos e sólidos, lembra com bastante felicidade do período que em que viveu e Campo Formoso, do tempo que tocou em Barzinhos com seu Pai e Mestre, como faz questão de evidenciar. Das Bandas de “Garagem”. Fala sobre seus planos para o futuro e confessa que tem um grande sonho de ainda tocar um dia nos Festejos Juninos de Santo Antônio em nossa cidade.

Confira na íntegra a entrevista que o Campo Formoso News fez com o agora musico da Banda de Pablo.

1° Como a musica entrou em sua Vida? 

Creio que a música está no meu DNA, e de forma muito espontânea ela veio se fazer presente no meu viver. Em 1998 aprendi os primeiros acordes no violão quando passava pela maior escola musical que passei que foi minha casa, e o melhor professor, meu saudoso pai (Xeleléu), um “seresteiro raiz” que também amava e era movido por essa arte e me deu toda base musical.

2° Qual foi sua primeira Banda? 

Em 1999 já estava tocando contrabaixo no conjunto musical da igreja Assembléia de Deus da cidade de Antônio Gonçalves. Foi uma grande escola também, pois os hinos sempre foram muito ricos em harmonia e melodia, (muitos em ritmos também) e os arranjos tinham que estar idênticos.
Havia um comprometimento forte da nossa parte.
Nessa época algumas bandas de rock no meio gospel, como Catedral e Oficina G3, já me despertavam interesse nesse gênero. Em 2002 quando me mudei pra cidade de Campo Formoso, devido ao novo ciclo de amizades, vieram às primeiras bandas de rock: Delta S e Coalhadas sem Fronteiras. Bandas de garagem formadas por amigos, que também serviram de projeção pra mim. Tocar rock não é fácil. Conciliar a complexidade do som com a intensidade, e levar isso pra cima do palco quando se tem 16 a 17 anos é um desafio maior ainda.

3° Como se deu essa sua mudança do “Mundo do Rock and Roll” pra o “Mundo Sertanejo e do Forró” e agora com o “Rei da Sofrência”?

 Acredito que a carência que existia por músicos em atividade na cidade (Campo Formoso) para bandas de forró e pagode (que era o que estava em alta na época) fez com que as bandas de rock tivessem uma notoriedade, e não demorou, para que eu fosse um dos escolhidos para atuar nesse outro mercado de segmento tão diferente. Era outro universo musical, mas não menos trabalhado que o rock’n roll. Eu comecei a ter uma nova concepção da música, e a partir dali saía de cena apenas o roqueiro e o “Rodrigo músico” ganhava força.

Os convites das bandas locais foram aparecendo e eu “fominha” (risos) aceitava todos. Nessa época eu já tentava conciliar com as bandas de rock, forró e pagode das cidades de Campo Formoso e Senhor do Bonfim. Bandas como “Meteoros” (do amigo Gutinho) e o grupo de seresta que meu pai tinha foram fundamentais para solidificar, e meu amadurecimento musical.
Uma das grandes influências para os músicos e público era a magia das bandas de forró que se apresentavam nos festejos de juninos da cidade e nos deixavam encantados.
Nessa época ainda estava na indecisão do contrabaixo ou guitarra. Sempre fui apaixonado pelos dois instrumentos.
Em 2006 já estava inserido também no cenário musical da cidade de Jacobina, também tocando rock e forró. Em 2008 fui morar em Irecê onde toquei guitarra em bandas de forró.
Com o falecimento do meu pai nesse mesmo ano, fiquei desestimulado e pensei parar, mas os convites surgiam, até que em 2009 fui morar em Pernambuco a convite de uma banda de forró pra tocar guitarra. Logo depois voltei pra Irecê onde eu percebi que o mercado musical estava mais atraente naquele momento. Em 2010 recebi um convite do cantor Kiko Salli pra trabalhar em seu projeto solo e logo depois veio a dupla Kiko e Jeanne que durou o período de 5 anos, onde fiz a direção, guitarra e violões. O projeto Kiko Salli continuou solo após o término da dupla, e eu o acompanhei com as mesmas funções. Sempre que encontrava brecha na agenda, pegava alguns trabalhos “free lance” com outras bandas, e isso foi muito importante pra adquirir experiência. Recentemente me veio o convite pra fazer parte da equipe do cantor Pablo, onde assumi as guitarras e violões da banda.


4° Como esta sendo a experiência de tocar com o artista como Pablo, que já tem uma carreira consolidada a nível nacional?
 

A experiência nesse novo trabalho tem sido muito interessante e como qualquer outro trabalho, tem sido de muito aprendizado. Embora já soubesse da sua consolidação nacional, não esperava que tivesse um impacto tão grande de norte a sul do país. Tudo fruto de um trabalho feito com muito profissionalismo de toda equipe. Eu, particularmente, estava preparado pra encarar qualquer desafio grande, pois acredito que uma boa oportunidade pode bater na nossa porta hoje ou amanhã, e precisamos chegar capacitados.


5° Pelo que temos visto em fotos, vídeos postados em redes sociais, vocês já possuem uma grande afinidade, vocês já se conheciam antes ou foi algo espontâneo da música?

A minha afinidade com Pablo tem se dado durante a estrada mesmo. Não o conhecia antes, e creio que os nossos gostos e conhecimentos musicais chegam num consenso bacana. O gênero Arrocha que ele é considerado o rei, é uma vertente da seresta que foi berço de todo meu conhecimento através de meu pai, que considero um grande divulgador desse gênero.


6° Ainda planeja voltar a tocar numa Banda de Rock?
 

Planejo voltar a tocar rock’ n roll sim! Sempre! (risos) Os riffs nunca saíram dos dedos, o que significa que ainda serão úteis.


7° Quais os planos para o Futuro?

 O convite pra esse atual trabalho trouxe mudanças de planos, pois estava engatilhado num mestrado em Portugal. Agora vou ter que segurar um pouco e pensar e deixar minha marca com Pablo, futuramente colher o que plantar por aqui e depois voltar a pensar no mestrado, já que a agenda desse trabalho atual é muito extensa e um mestrado requer tempo, daí fica difícil conciliar. 


8° Bruxelas ainda volta?

 Bruxelas foi uma banda muito bacana a qual eu fiz parte em meados de 2005, que estava começando a dar certo, pois tinha uma proposta interessante, sobretudo uma obra cativante. Quatro amigos e muita resenha boa, até que a faculdades e outros compromissos nos chamaram e veio o término da banda. Espero que um dia possamos nos reunir novamente para pelo menos uma edição especial entre amigos.

9° E o Vasco vai mesmo pra Libertadores? (Risos)

 O Vasco vai pra Libertadores! (Risos)

 10° Ainda tem o sonho de tocar aqui em Campo Formoso durante os Festejos de Santo Antônio?

Sim. É um sonho antigo que tenho, de poder tocar na minha terrinha do coração. Sei o quanto os festejos são importantes pra população da região, e é muito gostoso o clima que a cidade vai entrando quando vai se aproximando o Santo Antônio de Campo Formoso. Sentiria realizado poder contribuir pra essa satisfação do povo, além de querer também retribuir em forma de espetáculo o carinho dos amigos e familiares que torcem pela minha ascensão musical e sempre me acompanharam.

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